17 jun, 2013

Publicado em Discussões e debates

A Esperança na Psicoterpia

Diante dos 4 fatores terapêuticos discutidos semana passada (instalação da esperança, modelagem comunicacional, diminuição da ansiedade e foco no discurso da relação) como forma de facilitar e promover o vínculo de segurança e confiança para um possível início de trabalho psicoterapêutico, a esperança parece ser o mais óbvio.

Infelizmente algumas percepções “óbvias” nem sempre o são e precisamos percorrer um longo caminho para enxergá-las de formas mais “necessárias” ou relevantes.



Durante um longo período de tempo, psicoterapeutas foram formados para serem distantes (e até mesmo frios), neutros e objetivos (ao ponto de terem que inibir sua espontaneidade no relacionamento com o paciente).

Foram motivados, a partir da errônea metáfora lançada por Freud de tela em branco, a incentivarem a transferência e fantasias dos pacientes para o tratamento iniciar-se. Para isso a tomada de uma postura com as características acima nos primeiros encontros tornaram-se regras de como “receber” os pacientes.

Assim, muitos profissionais não se atentaram para a vital importância de como a instalação e a manutenção da esperança são cruciais a qualquer psicoterapia.

Estudos demonstram que uma alta expectativa de ajuda antes de começar a psicoterapia (pacientes motivados) está significativamente correlacionada com um bom resultado para início e progresso de trabalho.

Outros dados de pesquisa correlacionam um início mais positivo quando pacientes e terapeutas possuem expectativas parecidas para o tratamento. Ou seja, conversar abertamente sobre possíveis caminhos a se trabalhar e ressaltar nossas razões como terapeutas para estes objetivos ganha uma magnitude positiva na questão de como criar, manter e fortalecer o vínculo de trabalho.

Continuamos na próxima semana com os outros fatores.

  1. Muito bom e importante para as relações terapêuticas capazes de promover a cura.
    Adorei o texto!
    Parabéns ao IMPSI!

  2. Muito bom.
    Obrigado por atualizar sobre relações terapêuticas.
    Com certeza TELE atuante.

  3. Rander says:

    É importante saber dessas relações para um melhor desenvolvimento do paciente na psicoterapia.

  4. Concordo que a esperança é um importante fator motivacional para promoção do vínculo e consequentemente favorece o engajamento no processo terapêutico. E acredito ainda, que essa atitude é transmitida tanto de forma verbal, quanto não verbal, uma vez que nossas posturas e gestos transmitem a confiança de nossas ações.

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